Eu odeio matemática! Dá para Constelar isso?

* Por Cláudia Fortuna –  Consteladora Familiar, Empresarial, Administradora de Empresas e escritora

Cláudia Fortuna

Sim dá. Sério?! Sério. Aliás deve constelar o quanto antes para ver qual movimento oculto está envolvido.Como professora particular uma das queixas que mais escuto: eu odeio matemática!

O olhar de professora é complementado com o olhar de consteladora e vice-versa.
Assim fica mais amplo. Como professora: ensina-se, repassa-se a matéria, pratica-se exercícios, treina-se as partes difíceis, ou mesmo se encontra outro modo de explicar.

Para aprender ter uma sequência, uma ordem facilita a aprendizagem. Um exemplo é iniciar olham o certo (o professor resolve a questão), depois vem o aluno tentar fazer o que viu, mesmo q precise copiar inicialmente. Em seguida refaz a questão (copia de novo, olha questões semelhantes, resolve novas questões semelhantes) até obter a familiaridade com o método e poder fazer sozinho novas questões. Como consteladora:coloca-se representantes para as partes envolvidas e olha-se a interação entre eles (aluno, professor, a própria matemática, pais e traumas quando existirem). Dependendo do que ocorrer são
ditas frases que ordenam e libertam para que a relação do aluno com a matemática e muitas vezes com o próprio professor flua. 

Tenho encontrado movimentos recorrentes com o aluno vendo o professor como pai e não como professor, também vemos muito a falta do pai na vida desse aluno, e a desordem que isso provoca. Às vezes essa falta de pai não significa que esse morreu ou abandonou a família. Às vezes quando o aluno era criança o pai viajava muito, quanto menor a idade do aluno maior a falta que ele sente. O corre muito do pai ficar emocionalmente ausente, por diversos motivos: o próprio pai perdeu um dos seus pais, ele faliu, o casal se separou etc. O que é essencial é que esse pai por um período não esteve disponível como pai. Já vi casos em que um dos pais ou ambos, quando na escola, teve sérios problemas com a matemática, e o filho, com o amor cego, segue o pai, repetindo o destino. Como incluir ou reincluir o pai nesses alunos?  

 

A constelação oferece um caminho.

Num âmbito mais amplo notamos que na sociedade brasileira temos carência de PAI. Tanto, que os meninos de rua alteraram seu modo de pedir dinheiro. Atualmente chamam os homens de pai. Antes era tio, agora usam PAI. Ao olhar essas crianças devemos ver que elas têm um pai e uma mãe, e inclui-los no nosso coração é um caminho que nos leva para o mais. Nos aproxima de soluções.